PARLAMENTO DOS JOVENS

Este Agrupamento de Escolas está, uma vez mais, envolvido no Programa Parlamento dos Jovens, este ano dedicado à temática – “Violência doméstica e no namoro: da sensibilização à ação”.
Esta problemática está a tornar-se num dos maiores flagelos do nosso tempo. Lamentavelmente, enquanto cidadãos espetadores, não raro vítimas, no nosso papel de filhos, de amigos, de vizinhos, de estranhos anónimos, este tema é-nos familiar. Todos nós já certamente conhecemos alguém que passou por algum episódio deste género ou, simplesmente, já lemos algum artigo num jornal ou vimos alguma reportagem num qualquer canal de televisão.
Por conseguinte, este programa tem tido uma excelente receção por parte dos alunos do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico a frequentar este estabelecimento de ensino, já que, pela primeira vez, a maioria das turmas se encontra inscrita no mesmo. Nesta primeira fase, os trabalhos encontram-se a cargo do empenho, dedicação e profissionalismo revelados pelas/os respetivas/os diretoras/es de turma e docentes de Português, e, numa fase posterior, transformar-se-ão num projeto transversal orientado também por docentes de outros departamentos. Até à presente data, são os alunos do 2.º CEB que estão a tomar a dianteira, pois encontram-se com o entusiasmo ao rubro e transbordam de ideias que precisam somente de ser amadurecidas e passadas ao papel. No que ao 3.º CEB concerne, esperemos que o silêncio incómodo que paira no ar seja sinónimo de amadurecimento das ideias e concretização de projetos...

Não nos podemos esquecer de que a violência doméstica é um problema transversal, ocorrendo em diferentes contextos, independentemente de fatores sociais, económicos, culturais e etários. Embora seja exercida na grande maioria sobre mulheres, ela atinge, direta ou indiretamente, crianças, idosos, homens e outras pessoas mais vulneráveis ou com deficiência física, podendo incluir:
Maus tratos físicos (pontapear, esbofetear, atirar coisas);
Isolamento social (restringir ou controlar o contacto com a família e amigos, proibir o acesso ao telefone, negar o acesso aos cuidados de saúde);
Intimidação (por ações, por palavras, olhares);
Maus tratos emocionais, verbais e psicológicos (ações ou afirmações que diminuem e afetam a autoestima da vítima e o seu sentido de autovalorização);
Ameaças (à integridade física).
Esperamos que continues entusiasmado e focado na apresentação de três medidas de prevenção e/ou remediação deste problema e que, entretanto, sempre que possível e te parecer mais conveniente, vás falando com os teus pais e com aqueles que te são próximos. Encontramo-nos aqui, neste espaço, para a próxima semana, para refletir um pouco mais sobre este tema.
Grata pela Tua atenção, preocupação e solidariedade para com o Outro que hoje sofre ou amanhã poderá sofrer como vítima de violência doméstica.

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